Coffee Prince

aka The 1st Shop of Coffee Prince.

Novamente temos Yoon Eun Hye (de Lie to me) só que agora ela interpreta Go Eun Chan, de cabelos curtos, que parece homem. Não fosse a moda que pegou em fazer as atrizes darem provas de sua competência cortando o cabelo curto em algum drama que fizerem na vida aka cabelo feio da Koo Hye Sun em The Musical. Nada contra, eu acho ótimo.

Eun Hye combinou tanto com cabelo de homem e roupas de homem, que poderia facilmente continuar fazendo isso para o resto de sua vida. Eu, realmente, achei estranho vê-la com cabelo já crescido no final da trama. Pra mim, foi como se fosse ver um menino com cabelo comprido e usando roupas femininas sei lá por quê.

Na verdade a história de Coffee Prince todos nós já conhecemos de cor e sorteado. Quem nunca viu um drama/ um novela/ um filme/ um livro em que temos uma garota que se passa por menino e um garoto gosta dela mesmo assim ao longo da história e o ponto culminante é quando o garoto descobre que gosta de uma garota? QUEM NUNCA?

Quem nunca leu Guimarães Rosa e não se deliciou com o amor de Riobaldo por Diadorim em Grande Sertão: Veredas (também tem o filme)? Mas, OLHEM, não estou aqui fazendo uma comparação de que Coffee Prince seja tão bom quanto. Só estou dando exemplos de tramas com estrutura semelhante, que todos nós já sabemos que dá certo. Quem não se lembra de Pequena Travessa (risos) – novela do SBT – em que tem uma sinopse bem parecida com Coffee Prince. Temos também La Lola (novela mexicana exibida no SBT), Beleza Pura (novela da globo), temos também o filme recente Albert Nobbs.

Coffee Prince também é uma adaptação de um livro, de mesmo nome, de Lee Sun-mi.

Como tantos outros que não me recordo agora, e que, é possível uma grande gama de acontecimentos bem humorados ou fortemente dramáticos quando uma pessoa de um sexo se passa por ser de outro, e aí, você tem uma confusão já criada. É como repetir uma receita de bolo infalível que ninguém nunca se recusará a fazer ou a comer depois de já feito. Ninguém se recusará a assistir, ninguém perderá dinheiro ao fazê-lo. Simples assim.

Tem leve toque de “eu quero tocar no assunto do homossexualismo, mas não sei como”, se Eun Chan fosse homem ninguém se importaria. Esse tipo de história quer discutir basicamente que o amor é algo que surge, é uma inclinação total por determinado alguém, que, ora nos cegamos a respeito de tudo sobre a pessoa, ora não sabemos lidar ou repelimos o sentimento quando ele não nos é “aceitável” para os padrões e para os nossos tão bem inacessíveis tabus. Ele propõe: “Por que não aceitarmos a ideia de se entregar ao amor e a senti-lo livremente, sem culpa ou arrependimento, quando nos damos de cara com ele?”

A história de Eun Chan é que ela e a família não tem boas condições financeiras e com isso ela é obrigada a arranjar todo tipo de trabalho. Eventualmente, todos a confundiam com um garoto. Até que ela se depara com Choi Han Kyul (Gong Yoo) que é filho de uma família rica, que não tem emprego nem responsabilidade. Ele ainda gosta do seu primeiro amor, Han Yoo Joo (Chae Jung Ahn) que era namorada do primo dele, Choi Han Sung (Lee Sun Gyun).

Han Sung foi traído por Yoo Joo, mas não conseguiu esquecê-la. Yoo Joo volta depois de 3 anos (salvo o engano de serem apenas 2) para reconquistá-lo desde o começo do drama. Han Sung é um produtor musical e Yoo Joo uma artista plástica, a combinação dos dois é quase perfeita no quesito “casal cool”.

Han Kyul sofre a pressão dos pais e da avó para se casar. Com isso, ele tem que ir a encontros às cegas. Ele acaba conhecendo Eun Chan e achando que ela é um garoto, a contrata para estragar seus encontros às cegas. E daí vem: contrato de relacionamento, você tocou no meu ombro, 10 reais, etc, etc. (A diferença nesse drama, é que a mocinha é que carrega o mocinho bêbado nas costas!). Depois disso, eles se tornam amigos e Han Kyul recebe a missão da avó de administrar um café.

Han Kyul acaba aceitando a ideia de abrir o café graças à Eun Chan. Mas ele diz que só contratará homens e ela decide continuar como garoto aos olhos dele. Boa parte do drama se passa no Coffee Prince, onde todos os funcionários se tornam grandes amigos e Han Kyul acaba gostando do seu trabalho (criando responsabilidade, se apaixonando pela Eun Chan)… Ponto para os funcionários do Coffee Prince, primeiro, por serem bonitos; segundo, por serem personagens divertidos e cada um da sua maneira, interessantes; terceiro, porque serem eles o drama não teria tanta graça.

Há momentos bonitos do amor de Han Kyul por Eun Chan. E a parte legal fica para a “guerra do amor” como é intitulada por Gae Sik (ex-presidente do Coffee Prince). Nesse ínterim, Han Sung também conhece Eun Chan e ela, no começo, também achou que poderia gostar dele, como ele por um momento também gostou dela.

Já vi por aí reclamações a respeito do estardalhaço que Han Kyul faz quando descobre a verdade sobre Eun Chan. Mas, convenhamos, não é difícil entender porque se ele já tinha se acostumado com a ideia de ser gay, não ser gay também precisaria de tempo.

Não achei necessário a ida de Eun Chan à Europa (conforme gentilmente informado por uma nossa leitora que eu havia me enganado, mas acontece rs) para realizar seu sonho de ser barista, porque foi injusto com Han Kyul que não foi aos EUA quando teve oportunidade de realizar seu sonho como designer de brinquedos (toy art total).

Eu gostei desse drama porque foi contado com leveza e delicadeza a história de um cara que mudou por amor e cresceu com ele e quis ser diferente com ele e toda essa reflexão sobre o amor e blá blá blá. Um ponto para mim mesma como esse post sério e reflexivo.

“Ó e agora, o que a Jessica Jung acha disso?”

Sobre migraziele

Tamires, ou migraziele, tem 22 anos e é estudante de arquitetura e urbanismo. Gosta da Coréia do Sul, dos coreanos, dos doramas e de cultura asiática em geral. Gosta de livros, café, fotografia, moda e de viajar como dois terços da internet.
Esse post foi publicado em Coffee Prince, K drama e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

18 respostas para Coffee Prince

  1. Hmmm….gostei do seu post, mas nao gostei mto do drama. Eu assisti, mas não consegui achar graça ou algo a mais nele. Para ser mais exata achei a historia muito passada e um tanto sem sal.
    Ele nao conseguiu fazer meus olhos brilharem kkkkkkkkkkkk
    Bjss

  2. Gostei do seu post altamente reflexivo e pensante, mas, ainda assim, eu achei meio exagerado aquele piti louco do Han Kyul, sei lá. Tipo, eu sei que ele tava acostumado com sua possível homossexualidade e acho justo que ele tenha um ataque de nervos por ela mentir e pans, mas eu acho que, depois de um tempo, virou infantilidade dele, sabe? Porque se ela fosse mulher, seria muito mais fácil para enfrentar a família dele ;//

    • migraziele disse:

      É, pode ter sido infantilidade, mas se ele aceitasse tão facilmente a graça seria menor ainda! Nós gostaríamos menos ainda por ele não se dar o respeito! Aehuaehua

  3. Esse drama tá no meu TOP 5! Sério eu amo, acho a química dos dois muito boa! Sim todo do elenco de apoio é maravilhoso. E sério que pegada eles tem no final!!! É uma das melhores cenas de beijo que já vi num drama (até porque isso é raro, sempre é só selinho), foi daquelas me joga na parede e me chama de lagartixa! Eu não achei essa história muito passada, até ver outros dramas com o mesmo enredo, e agora tem a bicas…Falo isso em relação a dramas coreanos, fique claro! O piti foi grande sim, mas tadinho era muita confusão para uma pessoa só! Post maravilhoso! Eu não consigo fazer algo tão reflexivo assim! Bjs

    • migraziele disse:

      Olá Déia, vc vai ser parceira aqui do blog tbm né? Que bom que curtiu! Eu também gostei do drama e a química entre o casal foi boa mesmo. Eu achei Han Kyul uma gracinha! Mas tem os dramas que te fazem pirar mais, isso é verdade. Mas esse, em todo caso, é beeem fofinho de ver!
      Beijinhos!

  4. Só não li todo seu post por causa de spoiler hehe.E vou te contar uma coisa, faz 1 e meio que parei de vê-lo, faltou apenas 5 episodios para acabar o drama! E sabe pq? ESTAVA DE SACO CHEIO JÁ. Assistir ele por causa de vários comentários dizendo que era bom e tinha muitos beijos(e que de fato tem),mas não me agradou,não tive aquela paixão sabe?Gosto muito da atriz,mas nesse papel não foi com a minha cara,a história não conquistou.Mesmo depois de 1 ano e meio(Por íncrivel que pareça,mesmo com o tanto de tempo,ainda lembro muito bem da história) vou termina-lo.

    • migraziele disse:

      Realmente tem aqueles dramas que paramos nos últimos episódios e dá uma preguiiiiça de voltar como aconteceu comigo em Protect the boss (esse sim eu me cansei) mas há uma semana atrás consegui terminar (pq estava sem net e só tinha ele pra ver) e tbm em Athena!(ainda qro terminar)
      Mas ser bom ou não é de gosto para gosto. E, nós, apesar de não gostarmos de algum drama, no final, sempre tentamos voltar e terminar! Rs

  5. Jahny disse:

    Tbm gostei, mas não está no meu top.. É bom, mas não marcou. Só é… bom. Entende? Sem nada mais. Gostei, mas não fui emoção pura assistindo. Mas foi legal, não foi cansativo e foi fofo. É sim um bom drama.

    Asseito sim a parceria ^^

  6. Lisa disse:

    Huahuahua! Eu ri com “Agora eu quero um café”! Essa novela é super fofaa! Eu adoro demais!! E parabéns pelo blog, ta tudo lindão!

  7. Rani disse:

    “Não achei necessário a ida de Eun Chan para à América para realizar seu sonho de ser barista, porque foi injusto com Han Kyul que não foi aos EUA quando teve oportunidade de realizar seu sonho como designer de brinquedos (toy art total).”

    Na verdade a Eun Chan vai para Europa. Não achei injusto o Han kyul não ir para o EUA já que fica claro na novela que no fundo , no fundo ele nunca realmente teve ambição para ser designer de brinquedos. Escolheu essa profissão-trabalho só pelo fato de se isolar (como em um capítulo ele fala isso com outras palavras).

    Sobre pegar leva na temática homossexualismo não concordo. Acredito que o tema foi apresentado de forma tão natural que não causou polemica.
    Adorei sua postagem.
    Realmente gostei muito dessa novela tanto que às vezes revejo.

    • migraziele disse:

      Realmente é à Europa que ela vai. Rs, e esse para a tbm ficou tenso! Aehaueh nem percebi! É porque td mundo vai pra algum lugar no final, acabei confundindo! (estava com hyun bin na cbç rs)
      Não concordo com o trabalho como forma de isolar, assim vc me faz pensar que dependendo do trabalho que escolho, eu não posso viver um romance? Há profissões que se destinem ao isolamento?
      E qual o problema dele ir ao EUA e ela tbm, e lá, ela ser barista? Que diferença faz? Ainda continuo achando desnecessário.
      Se ele quisesse falar de homossexualismo ele teria colocado dois homens, concorda?
      Obrigada pelo comentário, vou arrumar a postagem assim que possível!
      Volte sempre!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s