Personal Taste

Voltamos à discussão com a presença do ator Lee Min Ho, que muitos dizem que ele só tem beleza e na verdade não atua nada e outros dizem que ele é superdotado (de beleza e talento) de sobremaneira (benzadeus), deixando todos, vocês meros mortais, no chinelo.

Não ousarei entrar em tal discussão porque ainda, embora tenha visto três atuações dele em k dramas diferentes, é muita verdade dizer que o ator carrega o mesmo rosto de bebê com as mesmas expressões quanto está supostamente nervoso ou irritado em cena. Mas, ainda sim aquela covinha que ele exibe quando sorri cura todas as nossas decepções quanto à uma atuação debilitada e apagada todas as nossas definições de bons atores quando vemos. Sim ou sim?

Eu diria que é muita crueldade para com as mulheres exibir um homem assim nas telinhas. Nossa nossa assim você me mata.

Já falamos parcialmente de Personal Taste em um post a respeito da casa (Sanggojae) onde se passa o drama, por ter grande importância, etc etc etc, e você pode rever aqui.

Eu me apaixonei instantaneamente por Personal Taste: a) porque a presença de Lee Min Ho me deixou apaixonada, b) porque tem como tema arquitetura (eu faço arquitetura), c) porque o romance é bonitinho de se ver. s2 (éssedois)

Lee Min Ho é um jovem arquiteto, Jeon Jin Ho, que segue a carreira do pai, que morreu e teve a família injustiçada pelo antigo amigo de seu pai Han Yoon Sub, no caso, atual “inimigo” de Lee Min Ho, o qual ele quer vencê-lo a qualquer custo, em honra à memória de seu pai. Esse Han Yoon tem um filho, que é, no começo, o namorado (Kim Ji Suk aka Han Chang Ryul) da protagonista Park Kae In (Son Ye Jin). Ele é muito dedicado ao trabalho, sem muita vida social etc. etc.

Park Kae tem uma amiga, a Wang Ji Hye (de Protect the boss), que é a Kim In Hee, a amiga invejosa que deveria ir ao psiquiatra. Aquela desculpa de “eu queria tudo o que era dela” é lamentosa. Como vocês podem ver, In Hee é a nossa vilã, que no início rouba o namorado da amiga (Chang Ryul) e vai se casar com ele escondido de Park Kae In.

Park Kae In é aquela protagonista que tem já lá sua idade e é designer de móveis, como a falecida mãe, mas se sente deprimida quando seu emprego não rende muito e acaba se envolvendo com dívidas e como sempre confia nas pessoas e é muito inocente, acaba sendo passada para trás constantemente. Seu pai é o arquiteto que fez Sanggojae e está viajando, antes que ele volte ela tenta resolver sua dívida.

Chang Ryul também é arquiteto e compete com Jeon Jin Ho em seus projetos. Nesse ínterim, Chang Ryul termina com Park Kae, mas não diz que vai se casar com a amiga dela. Jin Ho conhece Park Kae quando estão indo ao mesmo evento e ela arma uma confusão com ele no ônibus e estraga sua maquete.

É muito interessante quando os casais se conhecem de forma desastrosa. GENTE, peguem a minha ideia. Já que ultimamente todo mundo está dando ideia na internet sobre o que fazer em forma de protesto e não sei o quê mais. Faça diferente. Hoje, me prometam que vocês irão arrumar confusão com alguém nas ruas amanhã. Pise no sapato de um cara gatinho (como Lee Min Ho, não o seu gato de estimação, entenda), caia propositalmente em frente a alguém que você queira conhecer ou então, se cair for muito mico, derrame qualquer coisa no colo da pessoa e fique pedindo mil desculpas ou simplesmente conhece a gritar no metrô que tal pessoa encostou em você. Sério, vão por mim. É romance que nós queremos. SALVE O ROMANCE.

Com isso, tem um concurso que Jin Ho quer muito vencer pelas razões ora supracitadas e o idealizador do concurso quer que a inspiração para o projeto do Museu de Arte seja Sanggojae. Mas ninguém nunca entrou na Sanggojae pois ela é fechada ao público. Jin Ho acaba descobrindo que Park Kae quer ter um inquilino, e como todo mundo adora tirar uma vantagem, ele se aproveita – que após algumas situações ela e a amiga acham que ele é gay – para se candidatar à vaga.

Macacos me mordam, mas essa de ser gay ser combinado à profissão de ser arquiteto é algo bem passado. Ainda hoje há quem brinque (e muito) com os nossos amiguinhos arquitetos sobre isso, o que, Carlos Nascimento se indignaria muitíssimo com vocês, seus burros, que zoam indiscriminadamente com base em esteriótipos, só porque eles gostam de se vestir de rosa, se preocupam com a aparência por serem muito meticulosos e gostam de tudo muito perfeito e organizadinho? Poxa né?

Aquele outro aspecto já passado de sou seu amigo mas sou gay, sou gay mas sou seu amigo é algo que realmente confunde as pessoas com suas amizades intensas rs, nada contra eu acho ótimo, desde que Min Ho seja meu amigo rs.

Confesso que esse drama foi um dos que mais gostei. Não sei se por mostrar tão bem a amizade e a confiança que eles criam um pelo outro, pelas boas cenas e situações. Como ela acredita que Jin Ho é gay ela até diz que gostaria de ser um homem para poder ficar com ele. Park Kae acaba indo ao casamento da amiga sem saber que o noivo é seu ex (de alguns dias atrás) e estraga a festa, ela decide que quer se vingar dele. Quando já está mais amiga de seu novo inquilino Jin Ho, ela pede para que ele a ajude com isso.

“Eu quero que você me torne uma mulher?” ela diz “Você sabe o que isso quer dizer?” ele diz, “Você, realmente, sabe o que isso quer dizer?” Então Jin Ho a ensina como um homem quer uma mulher ou como uma mulher deve ser. Ele diz que uma mulher tem que ser confiante, chegar atrasada a um encontro, não comer muito, escolher o lugar do encontro e principalmente não confiar muito nas pessoas. Com isso, Jin Ho ensina a ela “lições”, como direito a fazer compras em shopping como um amigo gay faria. Por que mesmo toda mulher quer um amigo gay?

Se você quiser pular tudo e ir direto para o melhor aconselho você a ver o episódio 10. Aquele beijo em que Lee Min Ho dá na protagonista, depois de dizer “Game Honda” (como uma amiga me disse que ele diz), na verdade é “Game over” e smach. Com “game over” ele se refere ao fim da vingança dela (para o que ele a “treinou”).

Nisso o concurso e as trapaças estão rolando soltas, e Jin Ho, que todos pensam que é gay, ganha a confiança e atenção especial do diretor (idealizador do concurso) que é gay. A confusão é cada vez maior, o pai de Park Kae volta e Jin Ho chega a admitir publicamente que é gay. O drama trata de até onde somos capazes de chegar para ter algo que queremos, até que ponto usaremos e feriremos as pessoas que estão ao nosso redor e que confiam em nozes?

A amiga invejosa não fica atrás e quer conquistar agora Jin Ho. E Chang Ryul a Park Kae. Uma parte importante de Jin Ho com In Hee é quando ela admite que, no fundo, queria o homem ideal que Park Kae dizia que era seu namorado, na época Chang Ryul. Esse homem ideal que Park Kae descrevia nunca existiu e o que In Hee desejava era amar da maneira que Park Kae amava e da forma como ela confiava, agora em Jin Ho.

Uma surpresa interessante do final é que Jin Ho para se redimir com sua mentira sobre ser gay e ter usado Park Kae para conhecer a Sanggojae, é que a inspiração de seu projeto final é uma maçã que Park Kae lhe dá de presente logo no começo quando ele vai morar com ela. Ele vence o concurso e eles são felizes para sempre na Sanggojae.

Vamos dizer que Jin Ho também aprende com isso. Talvez a ser mais humano como Park Kae, que faz tudo com o coração, a se comprometer mais com as pessoas que confiam nele e principalmente a amar. É muito bom falar de personagens, porque você se distancia e os critica como se eles fossem reais e você não.

“Ó e agora, o que Jessica Jung acha disso?”

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12 respostas para Personal Taste

  1. Eu qro uma amigo gay como o Lee Min Ho!!! Sim como estudante de arquitetura esse esteriótipo de homem arquiteto gay é do passado (apesar de conhecer vááários na minha faculdade XD), mas tbm tem arquiteta mulher lésbica. Ok vamos para por aqui. Eu amei esse drama as cenas são ótimas, o romance se desenvolve bem de vagar como é na realidade. Fora as confusões citadas, era uma mentira atrás da outra hehe Ele é tão bom que até meu irmão com a minha cunhada viram! (isso é um milagre!) Pode deixar q vou tentar armar uma confusão com um cara bem bonito! Preciso de um romance na minha vida XD bjs

    • migraziele disse:

      É uma boa ideia arrumar confusão não é? Rs realmente tem gays em arquitetura mas nem é tanto assim rs
      Eu também gostei pra caramba desse drama! As cenas foram muito bonitas!
      Bjs

  2. Pers_core disse:

    Lee Min Ho é lindo, maravilhoso e particularmente acho que em “Personal Taste” ele está até mais maduro! Além disso, eu gostei da atuação da protagonista! Achei o enredo desse dorama bem diferente dos demais e nem é tão frustrante com muitos que têm por aí!!!

    Bjs

    PS1: adorei o seu post, sua resenha é potima!!
    PS2: eu ri com o comentário o “Carlos Nascimento”!

  3. Até agora esse é um dos meus dramas coreanos favoritos. A historia em si , e os actores são muito bons, e eu adoro atriz principal. sem contar com o meu MInHO que é lindo.

    Romance e comedia tudo a mistura muito bom mesmo .

    KIss’Lucky

  4. Gostei bastante desse K Drama, a relação deles se desenvolvendo é muito fofa.. Fiquei com uma raiva mortal dessa vaca da Kim In Hee, ô menina invejosa… Adoro o Lee Min Ho, acho que atua super bem (Em Boys Before Flowers deve uma cena dele chorando que partiu meu coração). E quando mostra que ele mudou totalmente seu projeto, inspirando na maça que ele ganhou é muitooo lindooo.. Um drama super gostoso de ver..

  5. Iza disse:

    “Game Over”… psicologicamente falando acho que sofri um “condicionamento operante” (como diria Skinner) e toda vez que ouço essa frase minhas pernas ficam meio fracas… será por quê?
    Acho que nós, pobres mulheres românticas perdidas em um mundo de brutamontes insensíveis, seríamos bem mais felizes se tivéssemos um melhor amigo “gay” e um amante apaixonado tudo no mesmo corpo… e que corpo!!
    No início eu não sabia se morria de pena da mocinha ou se dava um chute nela por ser tão tonta. E vamos combinar, a Park Kae era um trombolho, mas tão engraçadinha! O que ela precisava era de um trato bem dado. Quem melhor pra fazer isso do que o gato, sério e “gay” do Jin Ho?
    Eu amo esse drama por todos os seus pequenos momentos e aquela “casinha” adorável!
    E no fim, acho que ter um amigo “gay” como aquele se tornou um sonho profundo (eu devia odiar os kdramas! Droga de vício!!). Se for o seu também, então se ajoelhe comigo: rezando… rezando… rezando…

  6. Tuliana disse:

    Eu também AMO esse drama, tô sempre, de vez em quanto, matando a saudade dele. Sem falar que meu carinho por ele é grande porque foi um dos meus primeiros. Aí, e Lee Min Ho, então, é maravilhoso! Preciso ver City hunter pra matar a saudade dele.

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