Introdução à Arquitetura

O K-movie é até que fofinho. Mas sabe? Fiquei com um ar de decepção assim que o filme foi avançando, avançando e não tive nenhuma expectativa suprida com êxito, devido, ao nome do k-movie. “Introdução à Arquitetura” (para qualquer um ou só para um estudante de arquitetura?) promete ser algo que revele um pouco do mundo mágico (?) da arquitetura (risos).

Primeiro, os agradecimentos ao Paulo do Oyasumi Dramas, que gentilmente, me mandou um link do filme para baixá-lo (o-la)…

Introdução à Arquitetura nada mais é que um first Love com fim mal resolvido. Tenho a impressão que filmes românticos coreanos são remakes e remakes de “first Love”s sendo mal resolvidos, interrompidos ou whatever.

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Tinha que ter sido mais entende? Não tem como não pensar em como começamos o primeiro ano na faculdade. Não tem como não relembrar as primeiras aulas e nosso primeiro contato com a arquitetura. Que seja. Eu não tenho muita coisa boa para dizer. O que mais me lembro é aquela pergunta insuportável do primeiro dia: “mas por que você escolheu arquitetura?”, não basta ser jovem, revoltadinho e você ainda tem que escolher o que vai fazer da vida e ter uma resposta decente para que quando fizerem essa pergunta você ao menos não balbucie algo idiota.

A verdade é que ninguém sabe exatamente. Não adianta dizer que gosta de desenhar ou qualquer coisa do tipo. Mas em uma aula, na metade do segundo ano, sem saber muito o quê eu fazia ali, a professora de RESMAT disse que estávamos lá porque gostávamos de “habitar”. E, pá. Foi como um estalo. Eu não tenho dom para coisa e também nenhum tipo de talento em especial ou inteligência suficiente que tenha me motivado a entrar em arquitetura. Arquitetura para mim era a cidade. O que eu gosto mesmo é de morar. Foi o que me motivou. Mais precisamente a minha cama, o meu colchão, o meu edredom e também tenho quase certeza de que o meu sono também!!!

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Ao pensar em “introdução à Arquitetura” eu fiquei imaginando uma ode à cidade. Só poderia ser uma ODE à cidade. ODE. ODE. ODEEEE. Porque é assim que você começa. Você simplesmente tem uma percepção hiperbólica da cidade e de todos os seus meios urbanos. E depois você simplesmente mergulha nisso.

O filme, também conhecido como Architecture 101, Introduction of Architecture e Geonchukhakgaeron, é uma história de amor, entre  Seung Min (Uhm Tae-Woong) e Seo Yeon (Han Ga-In). O filme começa com Seo Yeon indo procurá-lo para construir/restaurar sua casa. Ele não a reconhece de primeira, ela, era seu primeiro amor.

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15 anos atrás, Seung Min (Lee Je-Hoon, de Fashion King) estava assistindo às aulas de introdução à arquitetura e foi lá que conheceu Seo Yeon (Bae Suzy) (ela faz música), por morarem no mesmo bairro e por um trabalho dessa aula, que fazia com que o aluno saísse pelo bairro, conhecendo e fotografando, “numa experiência única de vivência na cidade” (como diria qualquer professor de arquitetura).
Assim sendo, eu esperava mais “dessa” participação da arquitetura na vida e nos projetos dos personagens. Eu queria que a arquitetura estivesse mais exposta e não fosse tão banalmente tratada como pano de fundo. Sei lá. Era, pra mim, conhecer mais da cidade e se perder em meio à ela… um pouco como nos filmes de Woody Allen.
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O filme mostra precariamente a interação que o arquiteto tem que estabelecer com o morador da casa que está projetando, para que aquelas percepções estejam inseridas no projeto, também porque a cliente já é um “pouco” conhecida…
Seung Min, está para se casar e acaba aceitando em fazer o projeto da casa de Seo Yeon. Como nem tudo é perfeito, o filme intercala flashbacks de velhas lembranças de amor e dos desencontros entre Seung Min e Seo Yeon e os dias atuais. É um filme bonitinho, com belas fotografias.
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O fim, conto porque sou chata e não quero deixar vocês iludidos, termina com a mudança de Seo Yeon para sua nova casa com seu pai (ele está doente e é lá que vai passar seus últimos dias) e o casamento e a ida de Seung Min para os EUA. Por mais que Seo Yeon tenha voltado e feito Seung Min relembrar o passado, ele também se manteve firme em sua decisão (mesmo a beijando e perguntando por que ela voltou) e ela nos disse porque não deveria ser levada à sério “por curiosidade”, ou seja, por pura falta do que fazer. Passado é passado. E esse filme não me conquistou tanto assim porque já faz 4 anos que a arquitetura está tentando em vão ~~
E CONFIRAM SICA DOING IT RIGHT:
SICA-DOING-IT-RIGHT

Sobre migraziele

Tamires, ou migraziele, tem 22 anos e é estudante de arquitetura e urbanismo. Gosta da Coréia do Sul, dos coreanos, dos doramas e de cultura asiática em geral. Gosta de livros, café, fotografia, moda e de viajar como dois terços da internet.
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6 respostas para Introdução à Arquitetura

  1. Sabe que eu sempre tenho essa sensação boba sobre filmes coreanos? Quando os caras fazem cinema, eles fazem mesmo. Mas algumas vezes me deparo com esses filmes com alguns pôsteres adoráveis e já penso em um filme fofo, bonitinho, com boas atuações e sem conteúdo nenhum para um grande filme. Eles abordam sempre esse ciclo mais pessoal do que o profissional. Não só você como estudante deve ter ficado decepcionada com o filme, eu acho que eu, como uma admiradora de cinema de verdade também não iria gostar muito. O tema proposto é arquitetura e no final tudo é empurrado para o romance, como acontece em diversos filmes coreanos fofos.
    Enfim, eu ainda não assisti ao filme, preciso ver antes de julgar, mas essa foi a primeira impressão que eu tive sobre eles.
    Eu queria saber sua opinião sobre as atuações. Eu não gostei de jeito nenhum da Han Ga In em The Moon That Embraces The Sun, queria saber se só nesse trabalho que a atuação dela não estava satisfatória ou se na maioria dos trabalhos dela é assim. Já estou pegando receio com ela.

    http://juststopandread.blogspot.com/

    • migraziele disse:

      Eu realmente estava pensando comigo que esqueci de comentar a respeito das atuações… tanto dela Han Ga In como da Suzy…mas a história vira um mamão com açúcar tenso e você já nem se preocupa com a má atuação alheia haehahah a verdade é que me “acostumei” a assistir esses filmes bobinhos coreanos, mas uma decepçãozinha sempre rola. The Moon That Embraces The Sun eu não vi, mas achei Ga In e Suzy perfeitamente adequadas para architecture 101 porque elas não interpretam nada bem. Elas só são bonitas. Não há, de fato, expressões maiores ou qualquer emoção contida no olhar ou qualquer coisa que o valha. Sei lá. Já os homens, meu destaque vai para o Lee Je-Hoon que me conquistou em Fashion King, com um excelente trabalho!! ELe também fez outros filmes que também pretendo acompanhar! Ele tem um ar tímido e meigo que não atrapalha sua atuação, só acrescenta!!
      Ah, curti seu blog! Vou colocar um link aqui! ^^

      • Confesso que também me acostumei. Alguns cumprem bem seu papel, mas outros… Então é assim. Ga In já me passou uma primeira impressão errada com TMTETS, imagino agora. HUAHUA
        Eu nunca assisti nada com esse ator, mas vou dar uma olhada em algum filme dele. Vi que a maioria dos trabalhos dele foram filmes.
        Enfim, eu já assisti outro filme com o outro ajusshi que também faz Architecture 101, se é que posso chamar de ajusshi, ele não é tão velho. Foi Cyrano Agency, eu não curto muito esses romances água com açúcar, mas eu amei Cyrano Agency.
        Obrigada, que bom que gostou do blog. (:

      • Nunca assisti nada com a Suzy mas fiquei surpresa com o comentário de que ela não interpreta bem já que vive ganhando prêmios por atuação e tal (acho que ganhou algum por esse filme até). Mas sei lá, não vou muito com a cara dela de qualquer forma 🙂

      • migraziele disse:

        Olha, a Suzy é como a aquela que fez my name is kim sam soon (esqueci o nome dela) tem uma puta presença em cena, no entanto, Suzy esqueceu a parte “agora tenho que contracenar” e fica só falando texto sem expressão. De tudo que vi até agora dela, é isso que acho. É como se vc me disser que aquela lá do crepúsculo também interpreta.

  2. Amedar Consulting disse:

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